Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social): Entenda Como Funciona e Quem Deve Pagar.
o que é a Cofins
A Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) é um dos principais tributos federais cobrados no Brasil.
Criada com o objetivo de financiar a seguridade social — que abrange saúde, previdência e assistência social —, ela incide sobre a receita bruta das empresas, sendo uma fonte importante de arrecadação para o governo.
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A Cofins está prevista na Constituição Federal e regulamentada por diversas leis complementares. Apesar de sua função social, é um dos tributos que mais geram dúvidas entre empresários, especialmente por sua complexidade nas regras de cálculo e apuração.
Como funciona a Cofins
O funcionamento da Cofins depende do regime tributário adotado pela empresa. Existem dois modelos principais de apuração: cumulativo e não cumulativo.
No regime cumulativo, a Cofins incide diretamente sobre a receita bruta, sem direito a deduções ou créditos fiscais. Já no regime não cumulativo, as empresas podem descontar créditos de determinados custos e despesas operacionais, reduzindo o valor final a ser pago.
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A escolha do regime depende do enquadramento fiscal da empresa. No Lucro Presumido, aplica-se o regime cumulativo, enquanto o Lucro Real exige o regime não cumulativo.
Alíquota da Cofins e base de cálculo
As alíquotas da Cofins variam conforme o regime de tributação:
- Regime Cumulativo: 3% sobre a receita bruta.
- Regime Não Cumulativo: 7,6% sobre a receita, com possibilidade de créditos.
Em ambos os casos, a base de cálculo é a receita total da empresa, incluindo vendas, serviços e outras fontes de renda, exceto as isentas por lei.
O cálculo é feito mensalmente e o recolhimento é obrigatório por meio da DCTF e da EFD-Contribuições, documentos fiscais eletrônicos que consolidam as informações tributárias.
Cofins e PIS: entenda a relação
A Cofins é frequentemente associada à Contribuição para o PIS/Pasep, pois ambos incidem sobre a receita das empresas e compartilham características semelhantes. Contudo, há diferenças entre as duas contribuições, como alíquotas, destinação dos recursos e cálculo.
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Enquanto o PIS destina-se ao seguro-desemprego e ao abono salarial, a Cofins tem como principal finalidade o financiamento da seguridade social, sendo fundamental para o equilíbrio orçamentário dessas áreas públicas.
Regime cumulativo x não cumulativo: qual a diferença prática
No regime cumulativo, as empresas não podem descontar créditos de insumos ou despesas operacionais, o que aumenta a carga tributária efetiva. É mais simples de calcular, mas pode ser oneroso para quem tem custos elevados.
Já no regime não cumulativo, há maior complexidade contábil, pois exige controle detalhado de créditos e débitos, porém permite reduzir o valor final da contribuição. Esse modelo é vantajoso para empresas com grande volume de despesas dedutíveis.
Como calcular a Cofins na prática
Um exemplo simples ajuda a visualizar:
Uma empresa no regime cumulativo com receita mensal de R$ 100.000,00 deverá pagar:
R$ 100.000 × 3% = R$ 3.000,00.
Se essa mesma empresa estivesse no regime não cumulativo, poderia abater créditos de insumos, reduzindo, por exemplo, R$ 1.000,00 do valor devido, resultando em R$ 6.600,00 em vez de R$ 7.600,00.
Isenções e reduções de alíquota
Alguns setores possuem isenções ou reduções de alíquota, como:
- Cooperativas de crédito;
- Entidades sem fins lucrativos;
- Empresas de transporte coletivo;
- Exportadores de produtos e serviços.
Essas isenções estão previstas em leis específicas e têm como objetivo estimular setores estratégicos da economia.
Destinação dos recursos arrecadados.
A arrecadação da Cofins é direcionada para três grandes áreas da Seguridade Social:
- Saúde pública, com repasses ao SUS;
- Previdência Social, para aposentadorias e pensões;
- Assistência social, incluindo programas de amparo e inclusão.
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Portanto, a Cofins tem papel fundamental no financiamento de políticas públicas que impactam diretamente milhões de brasileiros.
Cofins 2025: o que esperar
Com as discussões sobre reforma tributária, espera-se que a Cofins passe por simplificações nos próximos anos. A ideia é unificar tributos sobre consumo, como PIS, Cofins e IPI, criando um sistema mais transparente e menos burocrático.
Contudo, até que a reforma seja implementada, a Cofins continua sendo obrigatória para a maioria das empresas brasileiras, e é essencial compreender suas regras para evitar erros e autuações fiscais.
Conclusão
A Cofins é um tributo essencial, tanto para o funcionamento do Estado, quanto para a sustentabilidade das empresas. Entender suas regras, alíquotas e regimes é o primeiro passo para uma gestão tributária eficiente e em conformidade com a lei.
Empreendedores e contadores devem manter-se atualizados com as normas da Receita Federal, garantindo o recolhimento correto e aproveitando as oportunidades de redução legal da carga tributária.





