IOF (Imposto sobre Operações Financeiras): entenda como funciona e como ele impacta seus investimentos e transações em 2025?
O que é IOF?
O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é um tributo federal que incide sobre transações de crédito, câmbio, seguros e investimentos.
Ele foi criado para regular a economia e também arrecadar recursos para o governo.
Na prática, o IOF serve como uma forma de o governo monitorar o fluxo de dinheiro no país e ajustar o comportamento do mercado — seja para conter o consumo, incentivar o crédito ou controlar o câmbio.
![]() |
| Seja bem vindo a esse artigo sobre Impostos sobre Produtos Industrializados? desejo bons estudos para você. Caso goste do conteúdo, envie seu comentário, ele e muito importante para nos. |
Como funciona o IOF
Esse tributo incide sempre que ocorre movimentação financeira específica, funcionando como um mecanismo de controle e arrecadação sobre determinadas transações econômicas realizadas por pessoas físicas e jurídicas.
Ele está presente em diversas situações do dia a dia, especialmente quando há uso de crédito, transferência de recursos ou operações internacionais. Entre os principais casos de incidência estão operações de empréstimos e financiamentos, compras realizadas no exterior com cartão, troca de moedas estrangeiras, aplicações financeiras resgatadas em prazos curtos e a contratação de seguros.
O valor cobrado varia de acordo com o tipo de operação, o montante envolvido e o tempo de duração da transação. Em operações de crédito, por exemplo, a cobrança pode ocorrer de forma diária, enquanto em aplicações financeiras de curto prazo a incidência é regressiva, diminuindo conforme o tempo em que o dinheiro permanece investido.
Além do aspecto arrecadatório, esse imposto também possui uma função regulatória, sendo frequentemente utilizado pelo governo para estimular ou desestimular determinadas atividades econômicas, como o consumo, o crédito ou a entrada e saída de capital do país.
Por isso, compreender quando essa cobrança acontece e como ela impacta diferentes operações financeiras é essencial para planejar melhor gastos, investimentos e decisões relacionadas ao uso de crédito, evitando custos inesperados e melhorando a eficiência financeira pessoal ou empresarial.
![]() |
| Também veja nosso artigo sobre Impostos Federais, creio que você vai gostar. (Imagem criada por inteligência artificial.) |
Tabela do IOF em 2025
As alíquotas do IOF podem mudar anualmente, mas seguem uma estrutura básica:
- Empréstimos pessoais: até 3% de tarifa adicional + 0,0082% ao dia;
- Câmbio: 1,1% em compras de moeda estrangeira;
- Cartão de crédito internacional: 4,38% sobre o valor da fatura;
- Seguros: de 0,38% a 7,38%, dependendo do tipo de apólice;
- Investimentos: 0% após 30 dias (incide apenas se o resgate for antecipado).
IOF em investimentos
Nos produtos de renda fixa, existe uma cobrança específica que incide apenas quando o investidor opta por resgatar o dinheiro em um prazo muito curto, inferior a 30 dias. Essa regra vale para aplicações comuns do mercado, como certificados bancários, fundos de liquidez diária e títulos públicos.
A cobrança segue uma tabela regressiva, ou seja, quanto menor o tempo em que o valor permanece investido, maior será o desconto sobre o rendimento. Nos primeiros dias, praticamente todo o lucro é retido, e essa porcentagem vai diminuindo gradualmente até desaparecer completamente após o 30º dia de aplicação.
Esse mecanismo tem como principal objetivo desestimular movimentações rápidas, evitando que o investidor utilize esses produtos como uma simples conta corrente remunerada. A ideia é incentivar uma permanência mínima do capital, garantindo maior estabilidade ao sistema financeiro.
Na prática, isso significa que quem mantém o dinheiro aplicado por mais de um mês não sofre qualquer impacto sobre os rendimentos, enquanto aqueles que sacam antes desse prazo acabam tendo parte — ou até a totalidade — do ganho comprometida.
Por esse motivo, aplicações de renda fixa são mais indicadas para reservas que não serão utilizadas no curtíssimo prazo, permitindo que o investidor aproveite integralmente a rentabilidade oferecida, sem perdas desnecessárias por resgates antecipados.
![]() |
| Está gostando? veja nosso artigo sobre IRPF e entenda como funciona esse tipo de tributo. |
IOF no câmbio
O IOF também incide sobre operações de câmbio, ou seja, compra e venda de moeda estrangeira.
Ele é cobrado em:
- Compra de moeda física (papel): 1,1%;
- Compras no cartão internacional: 4,38%;
- Remessas para o exterior: 0,38%.
Essas taxas tornam o IOF uma ferramenta de controle cambial, ajudando o governo a equilibrar a entrada e saída de divisas do país.
![]() |
| Preparamos também para você um conteúdo bem interessante, TRIBUTOS por favor veja esse artigo. |
IOF em cartões de crédito
Quem realiza compras internacionais com cartão de crédito precisa ficar atento ao IOF.
O imposto é de 4,38% sobre o valor total da fatura em reais, e incide sobre:
- Compras online em sites estrangeiros;
- Compras físicas no exterior;
- Assinaturas e serviços internacionais.
Além disso, o IOF também é cobrado em empréstimos via cartão, como parcelamentos de fatura ou crédito rotativo.
IOF em empréstimos e financiamentos
Toda operação de empréstimo, financiamento ou crédito pessoal tem incidência de IOF.
As taxas variam de acordo com o prazo e o valor emprestado:
- Pessoa física: até 3% de alíquota fixa + 0,0082% ao dia;
- Pessoa jurídica: até 0,0041% ao dia.
O valor é incluído automaticamente no contrato de crédito, ou seja, o cliente já paga o imposto embutido nas parcelas.
IOF no dia a dia: exemplos práticos
- Exemplo 1: Se você sacar R$ 2.000 de um empréstimo, o IOF pode chegar a R$ 60 dependendo do prazo.
- Exemplo 2: Ao comprar R$ 1.000 em dólar em espécie, pagará R$ 11 de IOF.
- Exemplo 3: Se investir R$ 5.000 em um CDB e resgatar em 10 dias, pagará IOF sobre o lucro proporcional.
Esses exemplos mostram como o imposto está presente em várias situações do cotidiano financeiro.
IOF: instrumento de política econômica
O IOF não é apenas uma fonte de arrecadação. Ele é um instrumento de política econômica, utilizado pelo Banco Central e pelo Ministério da Fazenda para:
- Controlar a oferta de crédito;
- Influenciar o consumo;
- Gerir o fluxo de capitais estrangeiros;
- Evitar especulação cambial.
Em momentos de instabilidade econômica, o governo pode aumentar ou reduzir o IOF para equilibrar o mercado financeiro.
![]() |
| Muito obrigado por ter chegado até aqui, se quiser veja mais outros conteúdos ai a abaixo. |
O que saber sobre o IOF em 2025
Em 2025, o IOF continua sendo um imposto estratégico e necessário para o controle financeiro do país.
Embora muitos o vejam como um custo adicional, ele é fundamental para regular o crédito, o câmbio e os investimentos.
Saber onde o IOF incide ajuda você a planejar melhor suas finanças, evitando surpresas em empréstimos, compras internacionais ou aplicações de curto prazo.






