CDI (Certificado de Depósito Interbancário) – Entenda o Que É, Como Funciona em 2025, e Por Que Ele É Importante nos Investimentos.

CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é um dos principais indicadores da renda fixa no Brasil

Ele serve como referência para o rendimento de diversos investimentos, como CDBs, LCIs, LCAs, fundos DI e Tesouro Direto.


Entender o CDI é essencial para quem deseja investir com segurança e rentabilidade em 2025.

 O que é o CDI?

Essa taxa de juros surge a partir de empréstimos de curtíssimo prazo realizados exclusivamente entre bancos, normalmente com vencimento de apenas um dia útil. Essas operações existem porque as instituições financeiras precisam encerrar o dia com o caixa equilibrado, conforme as regras de liquidez exigidas pelo Banco Central do Brasil. Quando um banco termina o dia com recursos sobrando, ele empresta para outro que esteja momentaneamente em déficit.

O valor dessa taxa reflete, portanto, o custo do dinheiro no sistema financeiro, funcionando como um termômetro das condições de crédito no país. Quando o ambiente econômico está mais restritivo, o custo sobe; quando há maior estímulo à economia, tende a cair. Por isso, ela acompanha de perto a taxa básica de juros definida pelo Comitê de Política Monetária.

Na prática, essa referência se tornou essencial para o mercado financeiro, pois serve como base para a remuneração de diversos investimentos de renda fixa, como títulos bancários, fundos conservadores e aplicações de liquidez diária. Ao utilizar essa taxa como parâmetro, o mercado consegue padronizar rendimentos e oferecer produtos mais previsíveis ao investidor.

Além disso, por refletir operações reais entre bancos e ter baixo risco, essa taxa é considerada uma das referências mais seguras e confiáveis do sistema financeiro brasileiro, sendo amplamente utilizada tanto por instituições quanto por investidores pessoas físicas.

CDI
Seja bem vindo a esse artigo sobre CDI desejo bons estudos para você.(Imagem criada por inteligência artificial.)

 CDI e SELIC: Qual a diferença?

Muitas pessoas confundem CDI com taxa Selic, mas há uma diferença importante:

TaxaO que representaQuem defineOnde é usada
CDIJuros cobrados entre bancosMercado interbancárioBase para investimentos de renda fixa
SelicJuros básicos da economiaComitê de Política Monetária (Copom)Referência para toda a economia

Na prática, o CDI acompanha de perto a Selic, geralmente com valores muito próximos — cerca de 0,10% abaixo.

Se a Selic sobe, o CDI também tende a subir, e vice-versa.

 Como esse indicador impacta seus investimentos?

Esse parâmetro funciona como uma referência central de rentabilidade para grande parte dos produtos de renda fixa disponíveis no mercado brasileiro. Quando um investimento é “atrelado” a ele, significa que seu retorno acompanha o custo médio do dinheiro entre as instituições financeiras, refletindo diretamente o cenário econômico do país.

Na prática, muitos produtos não prometem uma taxa fixa anual, mas sim um percentual sobre essa referência, o que faz com que o rendimento varie ao longo do tempo conforme as condições econômicas. Entre os investimentos mais comuns que utilizam esse modelo estão:

  • Certificados de Depósito Bancário, oferecidos por bancos de diferentes portes
  • Recibos de Depósito Bancário, semelhantes aos CDBs, porém sem negociação antecipada
  • Fundos de perfil conservador, que buscam preservar capital e liquidez
  • Letras de crédito voltadas aos setores imobiliário e do agronegócio, que ainda contam com isenção de imposto de renda

Esse tipo de indexação é vantajoso porque permite que o investidor se beneficie automaticamente de períodos de juros mais altos, sem precisar trocar de aplicação. Quanto maior o percentual oferecido pelo produto, maior tende a ser o retorno em relação ao mercado.

Por exemplo, quando um banco oferece um título que paga 110% dessa taxa de referência, significa que ele está entregando um rendimento acima da média praticada entre as instituições financeiras. Esse modelo facilita a comparação entre investimentos e ajuda o investidor a identificar quais opções realmente compensam no cenário atual.

Entender esse mecanismo é essencial para avaliar propostas, comparar rentabilidades e tomar decisões mais conscientes, especialmente em momentos de mudança na política monetária.

Acesse o nosso artigo que fala de  CDBs   e entenda melhor sobre esse tipo de investimento.(Imagem criada por inteligência artificial.)

    Qual é a taxa CDI hoje em 2025?

Em 2025, essa taxa de referência do mercado financeiro segue muito próxima da taxa básica de juros da economia, que é definida periodicamente pelo Banco Central por meio das reuniões do Comitê de Política Monetária. Como essas duas taxas caminham praticamente juntas, qualquer decisão de alta, manutenção ou queda dos juros impacta diretamente o rendimento das aplicações atreladas a esse indicador.

No cenário econômico atual, marcado pelo controle da inflação e pela busca de estabilidade monetária, o patamar anual gira em torno de 10,65%, podendo sofrer oscilações ao longo do ano. Essas variações dependem de fatores como crescimento econômico, inflação projetada, cenário fiscal e condições do mercado internacional.

Por esse motivo, acompanhar esse indicador ao longo do tempo é essencial para o investidor. Ele serve como base de comparação para avaliar se um produto financeiro realmente oferece retorno competitivo ou se existem alternativas mais vantajosas dentro da renda fixa. Quanto mais próximo um investimento estiver desse referencial — ou acima dele — maior tende a ser sua atratividade.

Além disso, entender o comportamento dessa taxa ajuda a tomar decisões mais conscientes, especialmente em momentos de mudança na política monetária, evitando escolhas impulsivas e melhorando o planejamento financeiro no médio e longo prazo.

 Como calcular o rendimento atrelado ao CDI

O cálculo do rendimento é simples:


Rendimento = (CDI atual) × (percentual do CDI oferecido pelo investimento)

Exemplo:

  • CDI = 10,65%
  • CDB = 105% do CDI
  • Rendimento anual = 10,65% × 1,05 = 11,18% ao ano

Dessa forma, quanto maior o percentual do CDI, maior será o retorno.

 CDI e CDB: Entenda a relação

Os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) são os investimentos mais comuns que utilizam o CDI como referência.
O banco emite o CDB para captar recursos e paga ao investidor um percentual da taxa CDI.

Essa relação é direta:

  • Banco pequeno → paga mais (ex: 115% do CDI)
  • Banco grande → paga menos (ex: 95% do CDI)

O risco é compensado pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), que protege até R$ 250 mil por CPF e instituição.

 CDI e rentabilidade diária

O CDI é uma taxa diária e anualizada.


Isso significa que o rendimento dos investimentos é calculado todos os dias úteis, com base na variação do CDI acumulado.

Essa característica torna os produtos atrelados ao CDI altamente previsíveis e estáveis, ideais para investidores conservadores.

 Impostos e tributação sobre rendimentos atrelados ao CDI

Os investimentos que seguem o CDI estão sujeitos ao Imposto de Renda (IR) regressivo:

Prazo de aplicaçãoAlíquota IR
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15%

Os juros são tributados somente sobre o rendimento, e o desconto é feito automaticamente no resgate.

Está gostando desse conteúdo? assim que terminar não esqueça de visitar esse conteúdo aqui:  Fundos DI  (Imagem criada por inteligência artificial.)

 CDI é uma boa opção para investir em 2025?

Sim. O CDI continua sendo uma excelente referência para quem busca segurança e rendimento estável.


Com a taxa Selic ainda em patamar elevado, produtos que pagam acima de 100% do CDI oferecem retorno real positivo, superando a inflação.

O CDI é ideal para:

  • Investidores conservadores
  • Reserva de emergência
  • Curto e médio prazo

 Onde acompanhar a taxa CDI atualizada

Para tomar boas decisões financeiras, é fundamental acompanhar indicadores econômicos diretamente em fontes oficiais e confiáveis. Felizmente, existem instituições reconhecidas que divulgam diariamente os dados utilizados como referência pelo mercado financeiro.

A B3 – Bolsa de Valores do Brasil disponibiliza informações detalhadas sobre juros, índices e produtos financeiros, sendo uma das principais referências para investidores pessoas físicas e institucionais. Os dados publicados seguem padrões rígidos de transparência e atualização constante.

O Banco Central do Brasil também é uma fonte essencial. Por meio de seus relatórios e sistemas de consulta pública, é possível acompanhar a evolução das taxas de juros, decisões de política monetária e indicadores macroeconômicos que influenciam diretamente o rendimento dos investimentos.

Já a Anbima – Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais reúne e divulga estatísticas amplamente utilizadas por corretoras, bancos e gestores de recursos. Além dos números atualizados, a entidade oferece estudos, análises históricas e materiais educativos que ajudam a interpretar o cenário econômico.

Acompanhar essas fontes permite identificar tendências, comparar períodos e entender como as decisões econômicas impactam a rentabilidade dos produtos financeiros, tornando o investidor mais preparado e estratégico em suas escolhas.

 Conclusão

Esse indicador é um dos principais alicerces do sistema financeiro nacional, funcionando como um verdadeiro termômetro da economia brasileira. Ele influencia diretamente o rendimento de aplicações conservadoras, orienta decisões de bancos e investidores e serve como base para avaliar se um investimento realmente está entregando um retorno competitivo.

Em 2025, acompanhar a movimentação das taxas de juros e entender como elas impactam os produtos financeiros é essencial para quem busca crescimento patrimonial com previsibilidade. Investimentos atrelados a esse parâmetro costumam oferecer equilíbrio entre segurança e rentabilidade, sendo amplamente utilizados em estratégias de curto, médio e longo prazo.

Mais do que escolher onde aplicar, o investidor que entende os indicadores do mercado consegue comparar oportunidades, evitar armadilhas e alinhar seus aportes aos objetivos financeiros pessoais, como reserva de emergência, compra de bens ou independência financeira.

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